Arquivo no Polo Norte é inaugurado com documentos brasileiros.

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Depósito servirá para guardar e preservar arquivos digitais com informações da história de nações do mundo inteiro. Brasil está entre os primeiros países a depositar documentos.

O Arquivo Ártico Global, uma espécie de “contêiner biblioteca”, foi criado para armazenar e preservar com eficácia os mais importantes documentos digitalizados da humanidade. A estreia do acervo ocorreu na segunda-feira (27), com o depósito de documentos de Brasil, México e Noruega.

O convite para inaugurar o arquivo foi feito pelo governo da Noruega. O Brasil contribuiu com documentos como a Lei Áurea, as constituições de 1824 e 1891, fotografias da Família Imperial e de manifestações contra a ditadura militar, além da partitura da ópera “O Guarani”, manuscrita por Carlos Gomes, compositor da obra.

O Arquivo Ártico Global fica na ilha de Svalbard, a 1120 km do Polo Norte. É um cofre de segurança nuclear onde qualquer país ou autoridade poderá armazenar seus dados, por meio de mídias digitais. Embora o arquipélago esteja sob soberania norueguesa, o local é território desmilitarizado por 42 nações segundo o Tratado de Svalbard, assinado em 1920.

As características ambientais do lugar – cujo solo é constituído de terra, gelo e rochas e permanece congelado o ano inteiro – permitem a preservação dos acervos por milhares de anos. Além disso, a “Embaixada de Dados”, como foi apelidado o arquivo, se encontra em uma antiga mina de carvão situada a vários metros do nível do mar, o que evita inundações.

O projeto foi inspirado no Silo Global de Sementes, que armazena mais de 90% das espécies de sementes do mundo. O objetivo deste cofre é preservar a biodiversidade das espécies de cultivos que sirvam como alimento para a população mundial em caso de catástrofes. O diretor-geral do Arquivo Nacional, José Ricardo Marques, representou o Brasil na inauguração.

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